Aracaju atinge 96% de abastecimento e mantém regularidade em 260 medicamentos essenciais.
A assistência farmacêutica de Aracaju alcançou um nível de estabilidade considerado histórico para a rede pública municipal. A Prefeitura anunciou que 260 medicamentos padronizados estão disponíveis de forma regular nas unidades, hospitais e serviços domiciliares do município. O índice de abastecimento chega a 96%, marca consolidada após meses de reorganização logística e reforço de protocolos internos.
A evolução é significativa quando comparada ao cenário anterior, que apresentava um déficit de 31% no estoque total. Na prática, isso significava falta de 80 medicamentos essenciais que comprometiam o tratamento de milhares de usuários do SUS. O novo ciclo garante previsibilidade e segurança clínica para quem depende de terapias contínuas, como hipertensos, pacientes com diabetes, cardiopatas e usuários de medicamentos psiquiátricos. A informação está alinhada às normas do Ministério da Saúde, disponíveis em: https://www.gov.br/saude.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a reorganização logística foi fundamental para atingir o índice atual. O processo envolve acompanhamento técnico, cálculo de estoque mínimo e reposição imediata quando os itens chegam a 30% do volume ideal. As entregas são mensais para as unidades básicas e semanais para hospitais, CAPS, CEO, CEMAR e SAD, garantindo que os serviços de urgência e atenção especializada não enfrentem interrupções.
Apesar da alta cobertura, oito itens seguem em falta temporária devido à escassez nacional, irregularidade de insumos e atrasos na indústria farmacêutica. Todos já estão em fase de compra, com possibilidade de substituição terapêutica quando houver orientação médica.
O caso da Glicazida, medicamento vital para controle de diabetes, se tornou um exemplo da instabilidade do mercado nacional. A falta prolongada levou fornecedores a desistirem de contratos devido aos preços tabelados pelo SUS e pela CMED. A Secretaria adotou medidas emergenciais, notificou fornecedores e realizou compra direta para evitar desassistência. Hoje, o município conta com estoque suficiente para seis meses de atendimento, enquanto um processo licitatório de reforço está em andamento.
A Prefeitura vem monitorando diariamente o cenário nacional de abastecimento, considerando riscos como escassez de matéria-prima importada, suspensão de lotes pela Anvisa e oscilações na produção farmacêutica decorrentes de crises sanitárias.