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Aracaju Sedia Ato ‘Ditadura Nunca Mais’ em Defesa da Democracia e Soberania dos Povos

03/04/2026 • Política de Sergipe

Em um ato contundente realizado no centro de Aracaju, entidades sindicais e movimentos sociais reforçaram a mensagem ‘Ditadura Nunca Mais e em Defesa da Soberania dos Povos da América Latina’, rememorando o aniversário do golpe militar de 1964. A manifestação, que reuniu representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Dialogay e militantes de esquerda, sublinhou a importância de preservar a democracia e a autodeterminação nacional diante de ameaças autoritárias, conforme apurado pelo portal Política de Sergipe.

Contexto Histórico e a Memória do Golpe de 1964

A mobilização teve como ponto central a condenação do regime militar que perdurou por 21 anos no Brasil (1964-1985). Roberto Silva, presidente da CUT-SE, caracterizou esse período como uma era de profundas violações dos direitos humanos, marcada por assassinatos, prisões políticas e diversas formas de violência contra cidadãos que lutavam pela democracia. O líder sindical enfatizou a necessidade de ‘descomemorar’ a data do golpe, transformando-a em um dia de reafirmação dos valores democráticos e de luta contra qualquer tentativa de retrocesso.

A memória dos que resistiram foi vivamente presente com o depoimento de Marcélio Bonfim, ex-preso político que sofreu tortura em duas ocasiões, incluindo a infame Operação Cajueiro, deflagrada em 1976 na capital sergipana. Bonfim corroborou o clamor por respeito à autodeterminação dos povos e fez um apelo veemente para barrar o avanço de ideologias fascistas e autoritárias no cenário político brasileiro.

Soberania Nacional e Críticas à Intervenção Externa

A manifestação também abordou a questão da soberania nacional, com críticas à influência externa na política interna dos países latino-americanos. Roberto Silva pontuou que o golpe de 1964 representou uma imposição estrangeira sobre a política brasileira, defendendo um Brasil livre de amarras do que classificou como imperialismo. A defesa da soberania dos povos e a não-interferência em assuntos internos de outras nações foram temas recorrentes nas falas dos participantes.

A Democracia e a Proteção ao Jornalismo em Sergipe

A liberdade de imprensa e a segurança dos profissionais da comunicação foram pautas centrais no ato, conforme manifestado por Elisângela Valença, vice-presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR/SE). Ela destacou que atacar jornalistas equivale a atacar a própria democracia, rememorando as práticas de censura e perseguição características dos regimes ditatoriais.

Valença alertou sobre a recorrência de ameaças, assédio judicial e moral, perseguições e a difusão massiva de desinformação contra jornalistas, tanto em nível nacional quanto no contexto do jornalismo sergipano. A defesa da democracia, segundo a vice-presidenta do SINDIJOR/SE, passa intrinsecamente pela proteção das liberdades da maioria e, em especial, pela garantia da atuação livre e segura dos profissionais que informam a sociedade.

Demandas Sociais: A Luta pela Redução da Jornada de Trabalho

Além das pautas políticas e históricas, o protesto serviu de plataforma para reivindicações trabalhistas urgentes. As lideranças sindicais endossaram a campanha nacional pela redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e o fim do regime 6×1. O dia 15 de abril foi indicado como uma data de luta nacional por esta causa, buscando melhores condições de vida para os trabalhadores, com mais tempo para família, lazer e descanso. Roberto Silva argumentou que a medida é essencial para garantir dignidade e qualidade de vida à classe trabalhadora.

O portal Política de Sergipe reafirma seu compromisso com a cobertura analítica e responsável dos eventos que moldam o cenário político e social de nosso estado e região. Permanecemos atentos às movimentações dos atores políticos e da sociedade civil, fornecendo informação de credibilidade para uma cidadania consciente.

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