Estudo revela movimento incomum em glaciar de Svalbard, no Ártico, e reforça preocupação com os efeitos do aquecimento global.
Pesquisadores internacionais identificaram um comportamento incomum em um glaciar localizado no arquipélago de Svalbard, no Ártico norueguês. O chamado “latido” sazonal, caracterizado por ciclos de aceleração e desaceleração do gelo, tem relação direta com o avanço das mudanças climáticas.
De acordo com os estudos mais recentes, durante os meses de verão, a água do degelo infiltra-se na base do glaciar, reduzindo o atrito com o solo rochoso. Esse processo permite que a massa de gelo avance em alta velocidade em direção ao oceano.
O deslocamento registrado em 2020 superou dois quilômetros por ano, número considerado elevado para padrões glaciares. Em condições normais, a maioria dos glaciares se move de forma lenta e constante.
A chamada “surgência” ocorre em poucos casos no planeta, tornando Svalbard um verdadeiro laboratório natural para os cientistas. A região apresenta baixa altitude e forte influência oceânica, fatores que contribuem para a instabilidade.
O monitoramento é feito por meio de sistemas avançados que cruzam imagens de satélite, gerando mapas detalhados do deslocamento do gelo. Esses dados são essenciais para prever possíveis colapsos.
Um dos principais problemas identificados é o fato de parte do glaciar estar abaixo do nível do mar, o que facilita a entrada de água quente e acelera o derretimento.
Informações técnicas sobre observação da Terra podem ser consultadas em https://earthobservatory.nasa.gov.
Especialistas afirmam que o derretimento acelerado contribui para a elevação do nível dos oceanos, colocando em risco comunidades costeiras.
Além disso, o degelo interfere nos ecossistemas locais, afetando espécies adaptadas ao frio extremo.
O estudo reforça a urgência de políticas globais para redução das emissões de gases de efeito estufa e preservação dos ambientes polares.
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