A política sergipana assiste estarrecida a mais uma ação questionável em ano eleitoral.
O senador Alessandro Vieira (MDB), que se apresenta como paladino da moralidade, agora aparece como escudo protetor de seu aliado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
O Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo de Ibaneis, drenou mais de R$ 20 bilhões dos cofres públicos para tentar evitar a quebra do Banco Master de Daniel Vorcaro. Um esquema que a Polícia Federal já classificou como fraude monumental.
E o que faz Alessandro? Em vez de mirar o coração do escândalo, o senador sergipano finge indignação seletiva e propõe uma CPI que ignora completamente o papel central de Ibaneis, governador que sequer foi citado no pedido de criação da comissão de investigação proposta pelo senador.
O governador do DF, segundo Vorcaro em depoimento prestado à PF, chegou a tratar pessoalmente da venda do banco falido ao BRB, numa jogada desesperada para salvar o Master.
Diante disso, surgem questionamentos devastadores: por que Alessandro se cala ante o envolvimento direto de Ibaneis? Como pode um autoproclamado “caçador de corruptos” virar omisso?
O espetáculo é claro: um teatro político para enganar a população sergipana. Alessandro Vieira, que posa de justiceiro, agora figura como omisso em relação à político suspeito, deixando no ar a pergunta: combateremos a corrupção, se tem sempre quem se omita em investigar todos os seus agentes?
Por. Nélio Miguel Jr
Política de Sergipe: O bastidor e o destaque da política sergipana
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