O povoado de Aguada, em Carmópolis, será palco do aguardado **lançamento do filme “Zé de Paizinho”** no dia 1º de abril, às 17h. A produção cinematográfica não apenas celebra a vida de **José Francisco Mota de Assis**, uma figura central na preservação das tradições afro-sergipanas, mas também sublinha a importância da memória e da resistência cultural para a identidade do estado de Sergipe.
A Trajetória de Zé de Paizinho e a Herança Afro-Sergipana
O documentário aborda a vida de **José Francisco Mota de Assis**, conhecido como Zé de Paizinho, nascido e residente em Carmópolis. Falecido em 2020, ele foi reconhecido como Mestre do Samba de Aboio e da Festa de Santa Bárbara. Sua figura transcende o individual, conectando-se diretamente à história e ao legado cultural de Sergipe, como um pilar da **cultura afro-sergipana**.
A **Festa de Santa Bárbara**, uma celebração secular fundada em 1888 pela bisavó de Zé de Paizinho, **Thamashalim Ecoubanker**, é um marco histórico ligado à abolição da escravatura no Brasil. A tradição, mantida por gerações na família, associa a devoção a Iansã, simbolizada pela **“pedra de raio”**, a celebrações que articulam fé, memória e resistência dentro do contexto cultural sergipano.
Perspectivas dos Diretores e a Mensagem do Filme
Para a diretora e realizadora audiovisual **Yérsia Assis**, Zé de Paizinho representou um elo crucial na manutenção desses saberes. “Ele tornou-se um elo fundamental na transmissão de saberes ancestrais. Sua história se confunde com a própria história da festa, do Samba de Aboio e das práticas culturais que estruturam a identidade afro-sergipana no território. Ao perpetuar o legado de sua bisavó e de sua avó, **Maria da Soledade**, meu avô, **Zé de Paizinho** se firma como uma referência viva, hoje ancestral, da cultura, da espiritualidade e da memória negra em Sergipe”, destacou Assis.
O diretor **Geilson Gomes** complementa, afirmando que o documentário vai além de um registro biográfico. “Mais do que um registro biográfico, o filme é um convite para conhecer e reconhecer histórias que sustentam a riqueza cultural do estado, reafirmando a força das tradições, da ancestralidade e da coletividade”, enfatizou Gomes, sublinhando os processos de resistência negra, os arranjos comunitários e as estratégias de continuidade cultural frente às heranças do Brasil colonial.
O Impacto para a Política Cultural e a Identidade Sergipana
A exibição do **filme “Zé de Paizinho”** representa um evento de significativa relevância para a política cultural de Sergipe. Iniciativas como esta reforçam a valorização do patrimônio imaterial, promovem o reconhecimento de mestres populares e contribuem para a construção de uma narrativa estadual mais inclusiva e consciente de suas raízes. A cobertura de **Política de Sergipe** destaca a importância de produções que estimulam o debate sobre a identidade regional e o papel do Estado na salvaguarda dessas manifestações culturais.
Detalhes da Exibição Pública
O evento, com entrada gratuita, ocorrerá no dia **1º de abril**, às **17h**, no **povoado Aguada, em Carmópolis (SE)**. Ao final da exibição, o público terá a oportunidade de dialogar com os diretores **Yérsia Assis** e **Geilson Gomes**, enriquecendo a experiência com trocas de impressões e aprofundamento sobre a obra, conforme divulgado pela organização.
O portal **Política de Sergipe** reitera seu compromisso com a cobertura aprofundada de temas que perpassam a esfera política e cultural do estado. Ao analisar eventos como o **lançamento do filme “Zé de Paizinho”**, o portal busca oferecer aos leitores uma perspectiva institucional e analítica, reforçando a credibilidade editorial e a responsabilidade com a informação que molda o entendimento da dinâmica sergipana e regional.
